|
|
Faça busca no Portal Astrologia e Esoterismo. Temos toda a
informação mística, esotérica e religiosa no mundo, em língua portuguesa.
Pesquisa personalizada Introduza os termos da
sua pesquisa sem pontuação. Por
exemplo: não escreva «feitiço», mas sim «feitico»; não escreva «oração» mas antes «oracao». |
||||
|
|
|
||||
|
Trabalhos de Magia de São Cipriano. Amarrações, feitiços para
dinheiro, amarrar amor,. Centenas de relatos verídicos de sucesso. Não sofra
mais. Veja: magianegra.com.pt |
|
ENOCH-ENOQUE O LIVRO DE ENOQUE (Tradução livre para a língua portuguesa por Elson C. Ferreira,
Curitiba/Brasil, 2003) Capítulo 1 1As
palavras das bênçãos de Enoque, com as quais ele abençoou os eleitos e os
justos, os quais devem existir nos tempos da tribulação, rejeitando toda
iniquidade e mundanismo. Enoque, um homem justo, o qual estava com Deus,
respondeu e falau com Deus enquanto seus olhos estavam abertos, e enquanto
via uma santa visão dos céus. Isto os anjos me mostraram. 2Deles
eu ouvi todas as coisas e entendi o que ví; coisas que não terão lugar nesta
geração, mas numa geração que deve acontecer num tempo distante, por causa dos
eleitos. 3A
respeito deles eu falei e conversei com Ele, o qual virá de Sua habitação, o
Santo e Poderoso, o Deus do mundo: 4O
qual pisará sobre o Monte Sinai; aparecerá com Suas hostes e se manifestará
com a força do Seu poder dos céus. 5Todos
estarão temerosos e as Sentinelas estarão aterrorizados. 6Grande
temor e tremor se apoderarão deles, mesmo aos confins da terra. As alturas
das montanhas serão abaladas, e os altos montes serão abatidos,
derretidos como o favo de mel na chama de fogo. A terra será imersa e todas
as coisas que nela estão perecerão; enquanto julgamento virá sobre todos,
mesmo sobre todos os justos: 7Mas
a eles será dada paz: Ele preservará os eleitos e para com eles exercitará
clemência. 8Então
todos pertencerão a Deus, serao felizes e abençoados, e o esplendor da
Divindade os iluminará. Capítulo 2 1Eis
que Ele vem com dezenas de milhares dos Seus santos para executar julgamento
sobre os pecadores e destruir o niníquo, e reprovar toda coisa carnal e toda
coisa pecaminosa e mundana que foi feita, e cometida contra Ele. (2) (2) Citado
por Judas, vss. 14, 15. Capítulo 3 1Todos
os que estão nos céus sabem o que transcorre lá. 2Eles
sabem que as luminárias celestes não mudam seus caminhos;
que cada uma nasce e se põe regularmente, cada uma a seu próprio tempo, sem
transgredir os mandamentos que receberam. A VISÃO da terra, e entendem
o que deve acontecer, desde o princípio até o seu fim. 3Eles
veêm que toda obra de Deus é invariável no período de seu
aparecimento. Eles veêm o verão e o inverno: percebendo que toda
terra está repleta de água; e que a núvem, o orvalho, e a chuva refrescam-na. Capítulo 4 1Eles
consideram e veêm cada árvore, como aparecem para depois murchar, e toda
folha, para depois cair, exceto de quatorze árvoes, as quais não são
efêmeras, e esperam pelo aparecimento das folhas novas por dois ou três
invernos. Capítulo 5 1Novamente
eles consideram os dias de verão, que o sol está sobre a terra desde o
princípio; enquanto tu procuras por uma cobertuda e por um lugar sombreado
por causa do sol ardente; enquanto a terra é queimada com calor fervente, e
tu te tornas incapaz de andar sobre a terra ou sobre as rochas em
consequência do calor. Capítulo 6 1Eles
consideram como as árvores, quando elas dão suas folhas verdes, cobrem-se e
produzem frutos; entendendo tudo, e sabendo que Ele, o qual vive para sempre,
faz todas estas coisas por causa de vós: 2Que
as obras desde o princípio de todo ano existente, que todas as suas obras são
obedientes a Ele e invariáveis; assim como Deus determinou, assim todas as
coisas acontecem. 3Eles
veêm também como os mares e os rios juntos completam suas respectivas
operações: 4Mas
tu resistes inpacientemente, não cumpres os mandamentos
do Senhor, mas gransgrides e calunias a Sua grandiosidade; e malditas
são as palavras em tua boca poluida contra Sua magestade. 5Tu,
murcho de coração, a paz não estará contigo! 6Portanto
teus dias te amaldiçoarão, e os anos de tua vida perecerão; execração
perpétua se multiplicará, e não obterás misericórdia. 7Nestes
dias tu resignas tua paz com a eterna maldição de todos os justos, e os
pecadores perpetuamente te execrarão; 8Eles
te execrarão com tudo o que não é divino. 9Os
eleitos possuirão luz, alegria e paz; e herdarão a terra. 10Mas
tu, que não és santo, serás amaldiçoado. 11Então
a sabedoria será dada aos eleitos, todos os que viverão, e não transgredirão
por impiedade ou orguolho, mas humilhar-se-ão, processando prudência, e não
repetirão transgressão. 12Eles
não condenarão todo o período das suas vidas, não morrerão em tormento e
indignação; mas a soma dos seus dias se completará, e envelhecerão em paz;
enquanto os anos de sua felicidade se multiplicarão em alegria, e com paz,
para sempre, em toda a duração de sua existência. Capítulo 7 1E
aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias,
nasceram-lhe filhas, elegantes e belas. 2E
quando os anjos, (3) os filhos dos céus, viram-nas, enamoraram-se
delas, dizendo uns para os outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos
esposas da progênie dos homens, e geremos filhos. (3) No
texto aramaico lê-se "Sentinelas" (J.T. Milik, Aramaic Fragments
of Qumran Cave 4 [Oxford: Clarendon Press, 1976], p. 167). 3Então
seu líder Samyaza disse-lhes: Eu temo que talvez possais indispor-vos na
realização deste empreendimento; 4E
que só eu sofrerei por tão grave crime. 5Mas
eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos; 6
(e amarraram-se por mútuos juramentos), que nós não mudaremos nossa intenção
mas executamos nosso empreendimento projetado. 7Então
eles juraram todos juntos, e todos se amarraram (ou uniram) por mútuo
juramento. Todo seu número era duzentos, os quais descendiam de Ardis, (4)
o qual é o topo do monte Armon. (4) de
Ardis. Ou, "nos dias de Jared" (R.H. Charles, ed. and trans., The
Book of Enoch [Oxford: Clarendon Press, 1893], p. 63). 8Aquele
monte portanto foi chamado Armon, porque eles tinham juardo sobre ele, (5)
e amarraram-se por mútuo juramento. (5) Mt.
Armon, ou Monte Hermon deriva seu nome do hebreu herem, uma maldição
(Charles, p. 63). 9Estes
são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o seu líder, Urakabarameel,
Akibeel, Tamiel, Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael, Armers, Batraal,
Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael, Turel, Yomyael, Arazyal. Estes eram os
prefeitos dos duzentos anjos, e os restantes estavam todos com eles. (6) (6) O texto
aramaico preserva uma lista anterior dos nomes destes Guardiães ou Sentinelas:
Semihazah; Artqoph; Ramtel; Kokabel; Ramel; Danieal; Zeqiel; Baraqel; Asael;
Hermoni; Matarel; Ananel; Stawel; Samsiel; Sahriel; Tummiel; Turiel; Yomiel;
Yhaddiel (Milik, p. 151). 10Então
eles tomaram esposas, cada um escolhendo por si mesmo; as quais eles
começaram a abordar, e com as quais eles cohabitaram, ensinando-lhes
sortilégios, encantamentos,e a divisão de raízes e árvores. 11E
as mulheres conceberam e geraram gigantes, (7). (7) O texto
grego varia consideravelmente do etíope aqui. Um manuscrito grego acrescenta
a esta secção, "E elas [as mulheres] geraram a eles [as Sentinelas] três
raças: os grandes gigantes. Os gigantes trouxeram [alguns dizem
“mataram"] os Naphelim, e os Naphelim trouxeram [ou "mataram"]
os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em poder de acordo com a sua
grandeza." Veja o registro no Livro dos Jubileus. 12Cuja
estarura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos
homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los; 13Então
eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los; 14E
começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne,
um depois do outro, (8) e para beber seu sangue. (8) Sua
carne, um depois do outro. Ou, "de uma outra carne". R.H.
Charles nota que esta frase pode referir-se à destruição de uma classe de
gigantes por outra. (Charles, p. 65). 15Então
a terra reprovou os injustos. Capítulo 8 1Além
disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos, armaduras
(ou peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes e
ornamentos, o uso de pinturas, o embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo
tipo selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de corantes, para que o
mundo fosse alterado. 2A
impiedade foi aumentada, a fonicação multiplicada; e eles transgrediram e
corromperam todos os seus caminhos. 3Amazarak
ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes: 4Armers
ensinou a solução de sortilégios; 5Barkayal
ensinou os observadores das estrelas, (9) (9) Observadores
das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67). 6Akibeel
ensinou sinais; 7Tamiel
ensinou astronomia; 8E
Asaradel ensinou o movimento da lua, 9E
os homens, sendo destruídos, clamaram, e suas vozes romperam os céus. Capírulo 9 1Então
Miguel and Gabriel, Radael, Suryal, and Uriel, olharam abaixo desde os céus,
e viram a quantidade de sangue que era derramada na terra, e toda a
iniquidade que era praticada sobre ela, e disseram um ao outro; Esta é a vóz
de seus clamores; 2A
terra desprovida de seus filhos tem clamado, mesmo até os portões do
céu. 3E
agora a ti, ó Santo dos céus, as almas dos homens queixam-se, dizendo: Obtem
justiça para conosco com o Altíssimo (10). Então eles disseram ao
seu Senhor, o Rei: Tu és Senhor dos senhores, Deus dos deuses, Rei dos reis.
O trono de Tua glória é para sempre e sempre, e para sempre seja Teu nome
santificado e glorificado. (10) Obtém
justica para conosco. Literalmente, "Traz julgamento para nós
do..." (Richard Laurence, ed. and trans., The Book of
Enoch the Prophet [London: Kegan Paul, Trench & Co., 1883], p. 9). 4Tu
fizeste todas as coisas; Tu possuis poder sobre todas as coisas; e todas as
coisas estão abertas e manifestas diante de Ti. Tu vês todas as coisas e nada
pode esconder-se de Ti. 5Tu
viste o que Azazyel tem feito, como ele tem ensinado toda espécie de
iniquidade sobre a terra, e tem aberto ao mundo todas as coisas secretas que
são feitas nos céus. 6Samyaza
também tem ensinado sortilégios, para quem Tu deste autoriadde sobre aqueles
que estão associados Contigo. Eles tem ido juntos às filhas dos homens,
têm-se deitado com elas; têm-se contaminado; 7E
têm descoberto crimes a elas. (11) (11) Discoberto
crimes. Ou, "revelado estes sinais" (Charles, p. 70). 8As
mulheres igualmente têm gerado gigantes. 9Assim
toda a terra tem se enchido de sangue e iniquidade. 10E
agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam. 11E
queixam-se até ao portão do céu. 12Seus
gemidos sobem; nem podem eles escapar da injustiça que é cometida na terra.
Tu conheces todas as coisas, antes de elas existirem. 13Tu
conheces estas coisas, e o que tem sido feito por eles; já Tu não falas a
nós. 14O
que, por conta destas coisas, devemos fazer contra eles? Capítulo 10 1Então
o Altíssimo, o Grande e Santo falou, 2E
enviou a Arsayalalyur (12) ao filho de Lamech, (12) Arsayalalyur.
No texto em grego lê-se "Uriel”. 3Dizendo:
Diz a eles em Meu nome: Esconde-te. 4Então
explicou-lhe a consumação que está preste a acontecer; pois toda a terra
perecerá; as águas do dilúvio virão sobre toda a terra, e todas os que estão
nela serão destruídos. 5E
agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua semente pode permanecer em
toda a terra. 6Novamente
o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azazyel, mãos e pés; lança-o na escuridão;
e abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele. 7Arremessa
sobre ele pedras agudas, cobrindo-o com escuridão; 8Lá
ele permanecerá para sempre; cobre sua face, para que ele não possa ver a
luz. 9E
no grande dia do julgamento lança-o ao fogo. 10Restaura
a terra, a qual os anjos corromperam; e anuncia vida a ela, para que Eu possa
recebê-la. 11Todos
os filhos dos homens, sua descendência, não perecerão em consequência de todo
segredo, pelo qual as Sentinelas têm destruído, e o que eles
ensinaram; 12Toda
a a terra tem se corrompido pelos efeitos dos ensinamentos de Azazyel. A ele,
portanto, se atribui todo crime. 13A
Gabriel também o Senhor disse: Vai aos bastardos, (13) aos
réprobos, aos filhos da fornicação; e destrói os filhos da fornicação, a
descendência das Sentinelas de entre os homens; traz-os e excita-os ums
contra os outros. Faz-os perecer por mútua matança; pois o prolongamento de
dias não será deles. (13)
"bastardos" (Charles, p. 73; Michael A. Knibb, ed. and trans., The
Ethiopic Book of Enoch [Oxford: Clarendon Press, 1978], p. 88). 14Eles
rogarão a ti, mas seus pais não obterão seus desejos com respeito a eles;
pois eles esperaram por vida eterna, e que eles possam viver, cada um deles,
quinhentos anos. 15A
Miguel, igualmente o Senhor disse: Vai e anuncia seus próprios crimes
a Samyaza, e aos outros que estão com ele, os quais têm se associado às
mulheres para que se contaminem com toda sua impureza. E quando todos os seus
filhos forem mortos, quando eles virem a perdição dos seus bem-amados,
amarra-os por setenta gerações debaixo da terra, mesmo até o dia do
julgamento, e da consumação, até o julgamento, cujo efeito que dura
para sempre, seja completado. 16Então
eles serão levados para as mais baixas profundezas do fogo em tormentos; lá
eles serão encerrados em confinamento para sempre. 17Imediatamente
depois disso ele, (14) juntamente com os outros, queimarão e
perecerão; eles serão amarrados até a consumação de muitas gerações. (14) Ele.
I.e., Samyaza. 18Destrói
todas as almas viciadas na luxúria, (15) e a descendência das
Sentinelas, pois eles tiranizam a humanidade. (15)
"luxúria" (Knibb, p. 90; cp. Charles, p. 76). 19Que
todo opressor pereça na face da terra; 20Que
toda má obra seja destruída; 21A
semente da justiça e da retidão apareça, e o que é produtivo torne-se uma
bênção. 22Justiça
e retidão serão plantados para sempre com prazer. 23E
então todos os santos darão graças, e viverão até terem gerado milhares de
filhos, enquanto todo o período se sua juventude, e seus sábados, serão
completados em paz. Naqueles dias toda a terra será cultivada em retidão; ela
será totalmente cultivada com árvores, e será cheia de bendições; toda árvore
de delícias será plantada nela. 24Vinhas
serão plantadas; e a vinha que nela será plantada produzirá frutos para
saciedade; toda semente que nela será semeada produzirá mil por uma medida; e
uma medida de olivas produzirá dez prensas de óleo. 25Purifica
a terra de toda opressão, de toda injustiça, de todo crime, de toda
impiedade, e de toda impureza que é cometida sobre ela. Extermina-os da
terra. 26Então
todos os filhos dos homens serão justos, e todas as nações me pagarão divinas
honras, e Me abençoarão; e todos Me adorarão. 27A
terra será limpa de toda corrupção, de toda punição e de todo sofrimento; Eu
não enviarei novamente dilúvio sobre ela, de geração em geração para sempre. 28Naqueles
dias Eu abrirei terouros de bênçãos que estão nos ceús, para que Eu possa
fazê-las descer sobre a terra, e sobre todos os trabalhos e labores do homem. 29Paz
e eqüidade se associará aos filhos dos homens todos os dias do mundo, em cada
uma de suas gerações. (Capítulo 11- não tem) Capítulo 12 1Antes
de todas estas coisas acontecerem, Enoque esteve escondido; e nenhum dos
filhos dos homens sabia onde ele estava, onde ele havia estado, e o que havia
acontecido. 2Ele
esteve totalmente engajado com os santos, e com as Sentinelas em seus dias. 3Eu,
Enoque, fui abençoado pelo grande Senhor e Rei da paz. 4E
eis que as Sentinelas chamaram-me Enoque, o escriba. 5Entao
o Senhor disse-me: Enoque, escriba da retidão, vai e dize às
Sentinelas dos céus, os quais desertaram o alto céu e seu santo e eterno
estado, os quais foram contaminados com mulheres. 6E
fizeram como os filhos dos homens fazem, tomando para si esposas, e os
quais têm sido grandemente corrompidos na terra; 7Que
na terra eles nunca obterão paz e remissão de pecados. Pois eles não se
regozijarão em sua descendência; eles verão a matança dos seus bem-amados;
lamantarão a destruição dos seus filhos e farão petição para sempre; mas não
obterão misericórdia e paz. Capítulo 13 1Então
Enoque, passando ali, disse a Azazyel: Tu não obterás paz. Uma grande
sentença há contra ti. Ele te amarrará; 2Socorro,
misericórdia e súplica não estarão contigo por causa da opressão que tens
ensinado; 3E
por causa de todo ato de blasfêmia, tirania e pecado que tens descoberto aos
filhos dos homens. 4Então
partindo dele, falei a eles todos juntos; 5E
eles todos ficaram apavorados, e tremeram; 6Abençoando-me
por escrever por eles um memorial de súplica, para que eles pudessem obter
perdão; e que eu fizesse um memorial de suas orações ascendendo diante do
Deus do céu; porque eles, por si mesmos, desde então não podiam dirigir-se a
Ele, nem levantar seus olhos aos céus por causa da infame ofensa com a qual
eles foram julgados. 7Então
eu escrevi um memorial de suas orações e súplicas, por seus espíritos, por
tudo o que eles haviam feito, e pelo assunto de sua solicitação, para que
eles obtivessem remissão e descanço. 8Procedendo
nisso, eu continuei sobre as águas de Danbadan, (16) as quais
estão da direita para o oeste de Armon, lendo o memorial de suas orações, até
que caí adormecido. (16) Danbadan.
Dan in Dan (Knibb, p. 94). 9E
eis que um sonho veio a mim, e visões apareceram acima de mim. E caí e vi uma
visão de castigos, para que eu pudesse ralatá-la aos filhos dos céus, e
reprová-los. Quando eu acordei fui até eles. Todos estavam reunidos chorando
em Oubelseyael, que está situada entre o Libano e Seneser, (17)
com suas faces escondidas. (17) Libanos
e Seneser. Líbano e Senir (próximo a Damasco). 10E
relatei em sua presença todas as visões que eu havia visto, e meu sonho; 11E
comecei a pronunciar estas palavras de retidão, reprovando as Sentinelas do
céu. Capítulo 14 1Este
é o livro das palavras de retidão, e de reprovação das Sentinelas, os quais
pertencem ao mundo, (18) de acordo com o que Ele, que é santo e
grande, ordenou na visão. Eu percebi em meu sonho que eu estava então falando
com a língua da carne, e com meu fôlego, que o Poderoso colocou na bôca dos
homens, para que eles pudessem conversar com Ele. (18) Os
quais pertencem ao mundo. Ou, "os quais (são) da eternidade"
(Knibb, p. 95). 2Eu
entendí com o coração. Assim como Ele havia criado e dado aos homens o
poder de compreender a palavra de entendimento, assim criou, e deu a
mim o poder de reprovar os Sentinelas, a geração dos céus. E escrevi
sua petição; e na minha visão foi-me mostrado que seu pedido não lhes será
atendido enquanto o mundo perdurar. 3Julgamento
passou sobre vós: vosso pedido não vos será atendido. 4De
agora em diante, nunca ascendereis ao céu; Ele o disse que na terra Ele vos
amarrará, tanto tempo quanto o mundo existir. 5Mas
antes destas coisas tu verás a destruição dos vossos bem-amados filhos; não
os possuireis, mas eles cairão diante de vós pela espada. 6Nem
pedireis por eles, nem por vós mesmos; 7Mas
chorareis e suplicareis em silêncio. As palavras do livro que eu escrevi.(19) (19) Mas
chorareis… Eu escrevi. Ou, "Assim também, a despeito de vossas
lágrimas e orações, não recebereis nada, de tudo o que está contido nos
registros que eu tenho escrito" (Charles, p. 80). 8Uma
visão então me apareceu. 9Eis
que naquela visão, nuvens e névoa convidaram-me; estrelas agitadas e brilho
de relâmpagos impeliram-me e pressionaram-me adiante, enquanto ventos na visão
assistiram meu vôo, acelerando meu progresso. 10Eles
elevaram-me no alto ao céu. Eu prossegui, até que cheguei próximo dum muro
construido com pedras de cristal. Uma chama de fogo vibrante (20)
rodeou-o, a qual começou a golpear-me com terror. (20) Chama
de fogo vibrante. Literalmente, "uma língua de fogo”. 11Nesta
chama de fogo vibrante eu entrei; 12E
aproximei-me de uma espaçosa habitação, também construida com pedras de
cristal. Seus muros também, bem como o pavimento, eram formados com
pedras de cristal, e de cristal também era o piso. Seu telhado tinha a
aparência de estrelas agitadas e brilhos de relâmpagos; e entre eles haviam
queribins de fogo num céu tempestuoso.(21) Uma chama queimava ao
redor dos muros; e seu portal queimava com fogo. Quando eu entrei nesta
habitação, ela era quente como fogo e frio como o gelo. Nenhum traço de
encanto ou de vida havia lá. O terror sobrepujou-me, e um tremor de
medo apoderou-se de mim. (21) Num
céu tempestuoso. Literalmente, "e seu céu era água" (Charles,
p. 81). 13Violentamente
agitado e tremento, eu caí sobre minha face. Na visão eu olhei. 14E
ví que lá havia outra habitação mais espaçosa que a primeira, cada
entrada da qual estava aberta diante de mim, elevada no meio da chama
vibrate. 15Tão
grandemente superou em todos os pontos, em glória, em magnificiência, em
magnitude, que é impossível descrever-vos o esplendor ou a extenção dela. 16Seus
pisos eram de fogo, acima haviam relâmpagos e estrelas agitadas, enquamto o
telhado exibia um fogo ardente. 17Eu
examinei-a atentamente e vi que ela continha um trono exaltado; 18A
aparência do qual era semelhante à da geada, enquanto que sua circumferência
assemelhava-se à órbita do sol brilhante; e havia a vóz de um
querubim. 19Debaixo
desse poderoso trono saíam rios de fogo flamejante. 20Olhar
para ele foi impossível. 21Alguém
grande em glória assentava-se sobre ele, 22Cujo
manto era mais brilhante que o sol, e mais branco que a neve. 23Nenhum
anjo era capaz de penetrar para olhar a Sua face, o Glorioso e Efulgente; nem
podia algum mortal vê-Lo. Um fogo flamejante rodeava-O. 24Também
um fogo de grande extenção continuava a elevar-se diante dEle; de modo que
nenhum daqueles que estavam ao redor dEle eram capazes de aproximar-se dEle,
entre as miríades de miríades(22) que estavam diante dEle. Para
Ele santa consulta era desnecessária. Contudo, o Santificado, que estava
próximo dEle, não apartou-se dEle nem de noite nem de dia; nem eram eles
tirados de diante dEle. Eu também estava tão adiantado, com um véu sobre minha
face, e trêmulo. Então o Senhor com sua própria boca chamou-me,
dizendo: Aproxima-se aqui acima, Enoque, à minha santa palavra. (22) Miríades
de miríades. Dez mil vezes dez mil (Knibb, p. 99). 25E
Ele ergueu-me, fazendo aproximar-me, mesmo até à entrada. Meus olhos estavam
dirigidos para o chão. Capítulo 15 1Então
dirigindo-se para mim, Ele falou e disse: Ouve, não se atemorize, justo
Enoque, tu escriba da retidão: aproxima-te para cá, e ouve a minha vóz. Vai, dize
às Sentinelas do céu, a quem te enviei para rogar por eles; tu deves rogar
pelos homens, e não os homens por ti. 2Portanto,
deves abandonar o sublime e santo céu, o qual permanece para sempre;
deitastes com mulheres; vos corrompetes com as filhas dos homens; tomastea
para ti esposas; agistes igual aos filhos da terra, e gerastes uma ímpia
descendência.(23) (23) Uma
ímpia descendência. Literalmente, "gigantes" (Charles, p. 82;
Knibb, p. 101). 3
Sois espirituais, santos, e possuidores de uma vida que é eterna; vos
contaminastes com mulheres, procriastes em sangue carnal; cobiçastes o sangue
de homens; e fizestes como aqueles que são carne e sangue fazem. 4Estes,
contudo, morrem e perecem. 5Portanto, de agora em diante Eu d |