Tipos de Salmos – Classificação dos Salmos

Salmos

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Os Salmos são classificados em:

a) Salmos de Louvor;
b) Salmos de Ação de Graças;
c) Salmos de Lamentação e Súplica;
d) Salmos de Sapiência.

Realizamos uma outra classificação com o objetivo prático de consulta, a saber:

  1. Salmos de Louvor
    2. Salmos da Realeza
    3. Salmos da Realeza de Deus
    4. Salmos de Acção de Graças
    5. Salmos de Lamentação e Súplica
    6. Salmos de Confiança
    7. Salmos de Vigilia
    8. Salmos Didáticos ou de Sabedoria

Salmos de Louvor

Esses Salmos foram compostos para cerimônias litúrgicas. Eram cantados por ocasião das solenidades de Israel. Possuem caráter comunitário que se manifesta pelo uso do diálogo, coro, refrão, aclamação. Seus elementos característicos são: invocação a Deus, convite ao louvor, motivos laudatórios (que encerram louvor), bênçãos e orações.

Sob a forma de hinos, os Salmos de Louvor celebram a soberania do Criador e do Deus da aliança. Dividem-se da seguinte forma:

Hinos ao Criador – Salmos 8, 19, 33 e 104
Hinos ao Senhor da história – Salmos 65, 113, 114, 117, 135, 136, 145 e 150
Hinos históricos – Salmos 78, 105 e 106
Hinos litúrgicos* – Salmos 124 e 132
Cânticos de peregrinação** – Salmos 120-134
Cânticos de Sião*** – Salmos 46, 48, 76, 84 e 122

(*) – Eram saudados em grandes solenidades, como a procissão da arca da aliança.
(**) – Exaltam Jerusalém e o Templo.
(***) – Os poemas trazem a mensagem da esperança de plenitude: a vinda do Messias e do reino definitivo de Deus.

Salmos da Realeza

Esses Salmos glorificam os monarcas da dinastia de Davi como representantes de Deus.

Salmos 2, 18, 20, 21, 45, 72, 89, 101, 110 e 132

Salmos da Realeza de Deus

Celebram a sabedoria universal de Deus, como Rei por excelência.

Salmos 47, 93, 96-99

Salmos de Ação de Graças

Nas cerimónias litúrgicas os fiéis, acompanhados de parentes e amigos, ofereciam a Deus a ação de graças pelos favores alcançados. Esses Salmos caracterizam-se pela invocação, convite à ação de graças, retrospecto sobre a aflição, relato da intervenção de Deus como salvador, anúncio do sacrifício de ação de graças, orações e promessa de louvor. Apresentam caráter individual e coletivo.

Individual – Salmos 9, 18, 30, 32, 34, 40, 41, 66, 92, 107, 116, 118 e 138
Coletivo – Salmos 66, 124 e 129

Salmos de Lamentação e Súplica

Caracterizam-se pela lamentação, acompanhada de oração sobre o tema do perigo de vida, a opressão do inimigo, ou de outra circunstância aflitiva pessoal. Dividem-se, pela natureza, em individual e coletivo.

Individual – Salmos 5, 6, 7, 10, 13, 17, 22, 25, 26, 28, 31, 35, 36, 38, 39, 42, 43, 51, 54-57, 59, 61, 63, 64, 69, 70, 71, 86, 88, 94, 102, 109, 120, 130, 140-143
Coletivo – Salmos 12, 14, 44, 58, 60, 74, 77, 79, 80, 83, 85, 90, 94, 108, 123, 137

Salmos de Confiança

Caracterizam-se também por lamentações, mas com um forte conteúdo na confiança no Deus altíssimo. Dividem-se, por sua natureza, em individual e coletivo.

Individual – Salmos 3, 4, 11, 16, 23, 27, 62, 63, 91, 121, 129 e 131
Coletivo – Salmos 46, 123, 125 e 126

Salmos de Vigília

Eram utilizados para a véspera de grandes solenidades litúrgicas.

Salmos 5, 17, 27, 30, 57, 63 e 143

Salmos Didáticos ou de Sabedoria

Caracterizam-se pelas formas estilística e temática.

  • Estilística

Reflexões, provérbios, preceitos, comparações e ilustrações tomadas da natureza, perguntas retóricas, advertências e exortações com a finalidade de instruir os mais ignorantes e estimular os menos fervorosos.

  • Temática

Estudo da lei como fonte de bênção e felicidade, a meditação dos ministérios da fé, a confiança pessoal em Deus, o valor da justiça como sinônimo de vida espiritual, o homem justo como modelo, a antítese entre justos e ímpios, a retribuição divina.

Os Salmos Didáticos estão classificados em:

Salmos alfabéticos (37, 111, 112, 119 e 145)
Salmos histórico-didáticos (78, 105 e 106)
Salmos litúrgico-didáticos (15, 25 e 134)
Salmos de exortação profética (14, 50, 52, 53, 75, 81 e 82)
Salmos sobre retribuição (37, 43, 49, 73 e 91)
Salmos de instrução ou sabedoria (1, 37, 49, 73, 112, 119, 127 e 133)

 

 

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Variações entre as traduções

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O livro dos Salmos chegou até nós em suas versões grega (Septuaginta) e hebraica. A versão grega deste livro, como de toda a bíblia, foi utilizada pelos cristãos convertidos e por São Jeronimo na confecção de sua edição “Vulgata”, tradução latina dos livros inspirados. Na Reforma Protestante é que se buscou os manuscritos originais hebraicos para fazer novas traduções e foi constatada a diferença que havia entre as duas traduções: as versões, apesar de terem o texto completo, diferem na numeração de capítulos e versículos.

Versículos

A versão grega costuma apresentar, na maioria dos salmos, um versículo de introdução, em que são atribuídas autorias e apontados instrumentos que deveriam ser utilizados ao se cantar os textos. Este versículo faz com que a versão hebraica tenha, nesses casos, um versículo a menos, uma vez que essas informações não são consideradas inspiradas por essa versão.

 

Capítulos

Veja a tabela abaixo:

1 a 8   1 a 8
9-10   9
11 a 113   10 a 112
114-115   113
116   114-115
117 a 146   116 a 145
147   146-147
148 a 150   148 a 150
   

 

 

 

Aplicação

 

No Judaísmo e no Protestantismo, a numeração usada sempre foi a hebraica.

A Igreja Católica, considerando oficial a tradução da “Vulgata”, por muito tempo usou a numeração grega em suas bíblias. Porém, estudiosos consideram essa numeração errada, uma vez que certos salmos, que parecem ser um só, estão separados, enquanto outros, de assuntos bem diferentes, estão juntos. Vendo que a Vulgata era falha ao se basear somente num texto (Septuaginta), e no ínterim de novas descobertas das Escrituras (Manuscritos do Mar Morto), a Igreja permitiu a tradução das Escrituras diretamente dos originais (Constituição Dogmática Dei Verbum) e promoveu uma nova tradução e revisão da Bíblia (Neovulgata), que, desta vez, trouxe a numeração dos salmos a partir da versão hebraica, mas não resolveu a questão dos versículos introdutórios. A despeito desta nova tradução católica, é possível encontrar bíblias católicas que ainda se baseiam na Vulgata, por seu tradicionalismo, como é o caso da bíblia da Editora Ave Maria.

(Fonte:wikipedia)

 

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Origem dos Salmos

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A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 poemas.  Asafe é considerado o autor de 12 salmos. Os filhos de Corá escreveram uns nove e o rei Salomão ao menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um cada. Todavia, 51 salmos seriam tidos de autoria anônima.

O período em que os salmos foram compostos varia muito, representando um lapso temporal de aproximadamente um milênio, desde a data aproximada de 1440 a.c, quando houve o êxodo dos Israelitas do Egito até o cativeiro babilônico, sendo que muitas vezes esses poemas permitem traçar um paralelo com os acontecimentos históricos, principalmente com a vida de Davi, quando, por exemplo, havia fugido da perseguição promovida pelo rei Saul ou quanto ao arrependimento pelo seu pecado com Bate-Seba.

Poemas de louvor, os salmos foram inicialmente transmitidos através da tradição oral e a fixação por escrito teve lugar sobretudo através do movimento de recolha das tradições israelitas, iniciado no exílio babilônico pelo profeta Ezequiel (séculos VII-VI a.C.). Como tal, muitos destes textos serão muito anteriores, sendo bastante difícil a sua crítica do ponto de vista literário estrito. Ainda assim, tendo em conta a comparação com a literatura poética coeva do Egito, da Assíria e da Babilonia, pode-se afirmar que estes poemas de Israel são um dos expoentes da poesia universal.

Os salmos, em termos de conteúdo, possuem estrutura coerente, o que também pode ser observado em passagens do Antigo Testamento e em obras literárias do Oriente Médio da Antiguidade.

Tal como em outras tradições culturais, também a poesia hebraica andava estreitamente associada à música. Assim, embora não seja de se excluir para os salmos a possível recitação em forma de leitura, “todavia, dado o seu gênero literário, com razão são designados em hebraico pelo termo Tehillim, isto é, «cânticos de louvor», e, em gregopsalmói, ou seja, «cânticos acompanhados ao som do saltério».

De fato, todos os salmos possuem um certo caráter musical, que determina o modo como devem ser executados. E assim, mesmo quando o salmo é recitado sem canto, ou até individualmente ou em silêncio, a sua recitação terá de conservar este caráter musical.

Os salmos acabaram por constituir um hinário litúrgico para uso no templo de Jerusalem, do qual transitaram quer para a sinagoga judaica, quer para as liturgias cristãs.

Na Igreja Católica, os 150 salmos formam o núcleo da oração cotidiana: a chamada Liturgia das Horas, também conhecida por Oficio Divino e cuja organização remonta a São Bento de Núrsia. A oração conhecida por rosário, com as suas 150 Avé-Marias, formou-se por analogia com os 150 salmos do Ofício.

Vários salmos são considerados pelos teólogos como proféticos ou messianicos, pois referem-se à vinda do Cristo e, por isso, existem muitas citações de versos dos salmistas no Novo Testamento com o propósito de provar o cumprimento das profecias na pessoa de Jesus.

O Salmo 150 constituiria uma doxologia, ou arremate de louvor do livro.

 

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